“A Argentina precisa duplicar a
quantidade de graduados nas carreiras científica e tecnológicas” – é o que diz
o estudo feito pelo Centro de Estudos da Educação Argentina.
Entre as engenharias, as que se
destacam em “nível de necessidade” são a Elétrica, Mecânica, Têxtil, Naval e Petrolífera.
A pesquisa, que tem como
finalidade comparar o número de graduados nessas disciplinas na Argentina com
aqueles graduados nos países desenvolvidos, sugere três possibilidades para
explicar esse fenômeno: A concepção jovem/popular de que se tratam de carreiras
difíceis; o fato de demandar bastante estudo, e assim tornar, de fato, difícil
para aqueles que não tiveram uma boa base no ensino médio; e a evasão de
estudantes das áreas que, ao chegar no mercado, não se enquadram bem. Além
disso, especialistas dizem que a falta de informação dos estudantes frente às
reais possibilidades de mercado quanto aos cursos de engenharia, atrapalha esse
segmento e mantém em ascendência as matrículas nos cursos tradicionais.
Aqueles que optaram pela
profissão de Engenheiro, representam apenas 14% do total dos formados na
Argentina, enquanto o percentual na Coréia e Finlândia ultrapassa o dobro desse
indicador.
Assim como o Brasil, que passou
pela situação da falta de engenheiros na década de 1990, mas aumentou em 40% os
ingressados nas universidades entre 2009 e 2012, a Argentina tende a abrigar
estudantes que optam por carreiras de seu interesse e gosto, com pouco conhecimento
a respeito das reais necessidades do mercado – tal fenômeno é divergente à
visão da população norte-americana e europeia, que entende e enxerga as
condições mercadológicas.
Enquanto isso, os cursos de
Administração, Medicina e Contabilidade ocupam o topo da lista entre os mais
requisitados no país, e já se encontram saturadas no mercado.
Yuri Bruns, 121623-6
http://www.clarin.com/sociedad/formacion-universitaria-carreras-alumnos_0_1243675639.html
http://www.nexofin.com/notas/191352-las-carreras-universitarias-que-mas-necesita-argentina-son-las-menos-estudiadas-n-/
http://www.andifes.org.br/?p=25740
Nenhum comentário:
Postar um comentário