sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Análise da Crise Argentina (1991-2014)



Carlos Menem era o Presidente da República Argentina quando Domingo Cavallo, seu Ministro da Economia, anunciou o Plano de Conversibilidade, onde 1 Peso Argentino valeria US$1,00, dando início à tão aclamada crise, que sonda o país desde 1991.

Implementando uma política arriscada de pareamento do peso argentino ao dólar americano, Menem a princípio atraiu investimentos externos e levantou a espectativa nacional. No entanto, como diversos especialistas haviam se atentado, o resultado foi reverso, gerando dívidas e colocando o país em uma profunda crise econômica. Pode ser tratado como dois dos principais motivos, da entrada argentina à crise, as dificuldades que passavam o México e os Tigres Asiáticos, e o fato de o Brasil ter desvalorizado o real frente ao dólar, exportando por preços mais acessíveis como consequencia.

É fato que, uma política gananciosa como o emparelhamento do peso ao dólar americano, não iguala também, de modo geral, os produtos argentinos aos norte-americanos; mantém-se o mesmo preço por mercadorias inferiores.

Não obstante, em 2001, o então presidente Fernando de la Rúa anuncia a moratória de sua dívida, e passa o restante desse ano negociando e se aprofundando nela, dando resultado à manifestações e repressões populares (devido, principalmente, ao bloqueio do governo às contas bancárias da população para negociar os US$100 bilhões que devia), que faz com que De la Rúa renuncie e outros 5 presidente passem pelo poder em 12 dias.

Eduardo Duhalde assume o poder, e anuncia a desvalorização do peso em 2002 que, apesar de ter gerado situações controvérsias (como a fuga de capitais), alivia a crise e traz a Argentina para uma posição mais favorável e próxima ao eixo, ainda que não necessariamente alinhada.

No entanto, a dívida se mantem no cenário externo e interno, e as negociações com os populares não surtem o efeito esperado - já que poucos concordam em receber apenas uma parte (muito inferior) do que “emprestaram”. Por esse e (não sejamos ingênuos) outros motivos, Instituições Norte-Americanas assumem a dívida do governo argentino, negociando diretamente com os cidadãos, para posterior acordo com o país.

O governo da Argentina é posto em uma situação delicada, em que deve negociar com agências americanas uma dívida que possuía com sua própria população. Várias propostas e tentativas de acordo foram feitas, porém sem sucesso.

A maior proposta, até então, é feita por Nestor Kirchner, que assume a Presidência em 2003, que também vê seu acordo recusado pelos chamados “Fundos Abutres” - vindo a ser aceita apenas em 2004 com desconto de 75% e taxas mais altas.

Hoje a encarregada das negociações e quitação da dívida é Cristina Kirchner, que se fez obrigada a trocar o Presidente do Banco Central do país, e viu ser rejeitado um depósito de US$1 bilhão, para um credor que recebia em parcelas, pela Justiça dos EUA, alegando que deve ser pago primeiramente àqueles em que o acordo inicial era o pagamento integral.

Preocupantemente, outros países já começaram a pagar pela Argentina. O Brasil sofreu recentemente as consequências da crise que assombra seu 3º maior parceiro comercial, levando uma queda brusca nas exportações de automóveis no primeiro semestre deste ano. O Uruguai foi também afetado nas exportações de artigos têxteis, papéis e eletrodomésticos, e teme pela queda do turismo de argentinos no país. O Chile é também alertado quanto à comercialização de utensílios domésticos, embora os chilenos não acreditem em riscos advindos da Argentina.

De todo modo, espera-se que a crise argentina se resolva logo, antes que se transforme em uma epidemia.
 
                                                                                                                                                 Yuri Bruns
                                                                                                                                                   121623-6
 
 
 


sábado, 11 de outubro de 2014

IMPORTAÇÕES

Bem estive lendo uma reportagem do site Clarin e vou fazer um breve comentário e logo indicarei o link para maiores informações. A reportagem se trata das importações da Argentina e as dificuldades que tem passando para conseguir importar alguns produtos.
Ultimamente surgiram algumas "barreiras" a serem superadas pelos "fabricantes" Argentinos.
As fabricas de automotivos e de eletrônicos estão sendo diretamente afetadas pois estão recebendo metade do valor que necessitam para terem um bom funcionamento, com este valor diminuindo resulta em menos peças para motar televisores e carros, resumindo; diminui a produção.
Além da falta de peças os fabricantes ainda estão enfrentando problemas quanto ao transporte para realizar as importações.
Segue abaixo o link com a reportagem completa:

Link em espanhol:
http://www.clarin.com/politica/Dias-clave-importaciones_0_1228077268.html

Link traduzido:
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=pt-BR&prev=/search%3Fq%3Dargentina%2Bnoticias%26es_sm%3D122&rurl=translate.google.com.br&sl=es&u=http://www.clarin.com/politica/Dias-clave-importaciones_0_1228077268.html&usg=ALkJrhjuw0ycesEFMceIY_1TWD-cVpMspQ

Marcelle Eloi 131050-0

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Fósseis de um dinossauro gigante foram encontrados na Argentina


O pequeno T-Rex foi deixado para traz com a descoberta de fósseis, na Patagônia Argentina, o Dreadnoughtus schrani, "Dreadnought" significa "que não teme nada" em inglês antigo e o termo "schrani" é uma homenagem ao empresário Adam Schran, que apoiou as pesquisas.

O Dreadnoughtus schrani, com 26m de comprimento, pesava 60 toneladas e sete vezes o tamanho do Tiranossauro Rex, foi considerado pela comunidade científica como o maior dinossauro do mundo, uma descoberta em solo argentino, local onde habitou os maiores dinossauros. De forma comparativa, o Dreadnoughtus era mais pesado que um Boeing 737 que leva por volta de 190 passageiros e possui 50 toneladas.


      Deadnoughtus é um titanossauro, um tipo de dinossauro herbívoro que viveu entre 84 e 65 milhões de anos atrás, durante o período Cretáceo. A excelente preservação do esqueleto ocorreu pelo fato do animal ter sido soterrado antes que seu corpo se decompusesse completamente, os pesquisadores acreditam que isso aconteceu depois que um rio ficou cheio demais e transformou o solo em um tipo de areia movediça.

Referências:

AMOS, Jonathan. ‘Dreadnought’ dinosaur yields big bone haul. Disponível em: <http://www.bbc.com/news/science-environment-29050114>.

OWEN, Jonathan. Dreadnoughtus scharani: the newly discovered biggest dinosaur ever. Disponível em: <http://www.independent.co.uk/news/science/archaeology/introducing-dreadnoughtus--the-newly-discovered-biggest-dinosaur-ever-9711928.html>.

Maysa Batista Rocha
121136-6

sábado, 4 de outubro de 2014

Juiz dos EUA declara a Argentina em 'desacato' por impasse com dívida

Decisão desta segunda não definiu sanções ao país sul-americano. Governo argentino aponta ingerência norte-americana.

O juiz norte-americano Thomas Griesa declarou nesta segunda-feira (29) a Argentina em "desacato" por tomar medidas ilegais para descumprir sua sentença relativa ao caso contra os fundos especulativos, mas não adotou sanções até o momento. A audiência aconteceu em Manhattan. A Argentina enfrenta um impasse para pagar sua dívida soberana após o bloqueio pela Justiça dos Estados Unidos do pagamento a credores que aceitaram renegociar o pagamento. O pedido judicial foi feito pelos fundos especulativos que exigem receber o valor integral.

"Em relação às sanções, o Tribunal mantém sua decisão para procedimentos posteriores", declarou magistrado, segundo a Agência France Presse, deixando em suspenso à segunda parte da demanda dos fundos, que pediram uma multa diária de US$ 50 mil até que a Argentina deixe de violar suas ordens.

Griesa justificou sua decisão de declarar o país em desacato, "algo incomum" segundo ele, pelas "medidas ilegais propostas" pelo governo da presidente Cristina Kirchner a fim evitar o cumprimento da sentença que determina o pagamento de US$ 1,33 bilhão pelos títulos da dívida em moratória desde 2001.

Na tentativa de fazer com que sua decisão seja cumprida, o magistrado mantém bloqueado no Bank of New York (BoNY) um depósito de US$ 539 milhões feito pela Argentina para os credores de títulos reestruturados sob legislação americana. Esses credores, que representam cerca de 90% do total, aceitaram renegociar o valor da dívida e receber o pagamento em parcelas.

'Disparate jurídico', diz Argentina aos EUA
A Argentina condenou a decisão de Griesa em um comunicado da chancelaria do país, informou a France Presse. "A decisão do juiz Thomas Griesa de declarar em desacato a República Argentina viola o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e a Carta da Organização dos Estados Americanos", diz o texto.

O país afirma que a medida de Griesa "não tem efeito prático algum, a não ser acrescentar novos elementos que sirvam à difamante campanha política e midiática conduzida pelos fundos abutres contra a Argentina".

O governo da Argentina havia enviado uma carta horas antes da audiência à Casa Branca, segundo a agência EFE, afirmando que considera "inconcebível" que um juiz americano "possa declarar um Estado estrangeiro em desacato".

O documento foi enviado pela embaixadora argentina em Washington, Cecilia Nahón, ao secretário de Estado americano, John Kerry. O texto aponta que é "um disparate jurídico" que os fundos especulativos tenham solicitado a Griesa que declare a Argentina em desacato e lhe imponha sanções por não acatar uma decisão adversa.

O ministro das Relações Exteriores argentino, Héctor Timerman, afirmou que qualquer decisão da Justiça dos Estados Unidos que frustre a reestruturação de dívida representa "uma ilegítima ingerência nos assuntos internos do Estado argentino". Segundo o governo argentino, a mera consideração de uma ordem judicial de desacato "constitui uma afronta à dignidade e à soberania" da Argentina.

 Disponível no http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/09/juiz-dos-eua-declara-argentina-em-desacato-por-impasse-com-divida.html 

Acesso em 01/10/2014

Wagner Müller

Violência

Garota de 15 anos é agredida por ser bonita !
É isso mesmo , a jovem de apenas 15 anos, foi agredida com golpes de faca por outras duas meninas, que são vizinha da vítima.
O fato ocorreu enquanto a garota voltava para casa após sair com os amigos.
"Vamos ver quem diz que você é bonita agora, vamos ver quem vai estar com você depois disso" , " Vai ficar como o Chucky" - diziam as agressoras.
Segundo a irmã da vítima, a garota teve cortes profundos nas costas e no rosto.
Em um perfil da rede social a irmã da vítima 
Yeni González publicou fotos da garota e várias frases de revolta sobre a agressão.
O caso ocorreu na cidade de Juan Domingo Perón, na Argentina. E toda essa violência simplesmente pela garota ser bonita!

Frases publicadas:
"Eu conto a eles que na noite passada duas meninas cortaram o rosto e as costas de minha irmã e a policia não fez nada. Desfiguraram o seu rosto, uma é de menor a outra de maior".

"Destruiram sua vida".

Cortes das costas.
Corte no rosto.


Marcelle Rodrigues 131050-0

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

União tecnológica entre Brasil e Argentina

                                                    Radiotelescópio - ALMA

Uma parceria foi instaurada entre Brasil e Argentina para a construção de um radiotelescópio com antena paraboloide de 12 metros de diâmetro nos Andes argentinos.
Previsto para iniciar as atividades em 2017, o telescópio faz parte do projeto Llama - sigla em inglês deLong Latin American Millimetric Array é uma brincadeira com o nome na língua quíchua do mamífero ruminante encontrado na América do Sul.
Instalado a 4.825 metros de altitude, o Llama será um dos observatórios astronômicos mais altos do mundo, ao lado do Alma (Atacama Large Milimeter/Submilimeter Array), localizado no planalto de Chajnantor a 5 mil metros de altitude, no deserto do Atacama, no Chile, e do APEX (Atacama Pathfinder Experiment Telescope) - o mais alto observatório da Terra, situado a 5.100 metros de altitude, também no planalto de Chajnantor, e precursor do Alma.
O projeto é coordenado pelo professor Jacques Raymond Daniel Lépine, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e conta com a participação de pesquisadores do Instituto Argentino de Radioastronomía (IAR). A instituição argentina se encarregaria de instalação da infraestrutura (estradas, energia, internet, conexão com o centro de pesquisas e leitura de dados na cidade mais próxima, telecomunicações, entre outros) e que a instituição nacional se encarregaria da compra do equipamento (uma antena igual às recentemente instaladas no Alma que custa em torno de €$ 6,7 milhões). Como um projeto binacional cada país terá direito à metade do tempo de observação do telescópio.

O LLAMA está a cerca de 150-200 quilômetros dos radiotelescópios do Alma e do Apex (Atacama Pathfinder Experiment), e cerca de 2 mil quilômetros do Rádio Observatório de Itapetinga (localizado em Atibaia, SP), o que garante uma boa margem para o uso da interferometria.  Haverá um incremento da resolução angular com leituras em lugares distantes e todos os radiotelescópios se complementarão.

Mais de 15 linhas de pesquisa serão beneficiadas ou se tornarão possíveis com a construção do LLAMA, das quais Lépine destacou três: pesquisa de buracos negros supermassivos (imagens melhores dos horizontes desses buracos negros pelo uso de interferometria), evolução molecular em nuvens interestelares (benefícios no campo da astrobiologia, pesquisas sobre a origem da vida por compostos orgânicos complexos formados no espaço) e ainda melhores entendimentos em física solar.

Para a comunidade científica brasileira e argentina a construção do novo radiotelescópio irá trazer resultados promissores e estudos aprofundados dos grandes mistérios e questões que o universo nos impõe, sendo a partir de então possíveis descobertas com assinaturas brasileiras e ou argentinas, trazendo estima para área científica desses países e também a contribuição do estudo com a comunidade.

Referências:

COSTA, Fabíola. Brasil e Argentina assinam convênio para construção de radiotelescópio. Disponível em: < http://www.usp.br/aun/exibir.php?id=6087> Acesso em: 25.09.2014.

DELIA, Felipe. Radiotelescópio brasileiro-argentino começa a ser viabilizado. Disponível em: < http://www.usp.br/aun/exibir.php?id=5203>. Acesso em: 26.09.2014.


Radiotelescópio Llama une Brasil e Argentina na astronomia. Disponível em:< http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=telescopio-llama#.VCYd_PldX1Z>. Acesso em: 26.09.2014.

Maysa Batista Rocha - 121136-6
No ano de 2007, com 56% de popularidade e aproximadamente 45% dos votos, Cristina Kirchner se tornou a primeira presidente mulher eleita na Argentina. O alto índice de popularidade surpreendeu os empresários e eleitores nacionais, mesmo considerando a credibilidade que, de certa forma, foi apropriada do marido, Néstor Kirchner.

Passados seis meses da eleição, este surpreendente índice cai bruscamente, alcançando 20% do eleitorado argentino. O principal argumento de tamanha queda é a insatisfação da população rural e agropecuária, devido à tributação excessiva para comercialização desses produtos.

Com maior ênfase no ano de 2008, o setor agropecuário se manifesta arduamente em oposição às medidas de governo, mantendo o índice de aprovação da Presidente em baixa. O fato é que o desentendimento entre o setor agropecuário e a Presidente Kirchner se estende até a atualidade, enquanto a eleição de 2016 é ansiosamente aguardada pelos ruralistas.

Não obstante, Kirchner enfrenta rumores e pressões sociais e midiáticas a respeito da pobreza no país, que surge com aumento oscilante entre 30% e 40% em 2009 (segundo consultorias econômicas e sindicatos não alinhados com o governo, como a CTA - Central dos Trabalhadores Argentinos). Índice que obscurece e diminui ainda mais a credibilidade do seu governo.

Em 2011 aconteceriam as eleições, e não é difícil (ou evitável) relacionar as medidas como os investimentos do governo nas áreas de direitos humanos, na macroeconomia e nos direitos da criança e adolescente, atribuídas no final de 2010, a estratégias políticas eleitorais.

Entre a morte de Néstor e essas medidas, de certo modo, abrangentes, a popularidade de Cristina é elevada a 57% neste ano, garantindo a reeleição no ano seguinte com margem superior a 53% dos votos, atingindo o melhor desempenho nas eleições presidenciais da Argentina desde a redemocratização da República.

Parece que desentendimentos setoriais e índices contestáveis talvez não sejam suficientes para abalar a intimidade que os argentinos possuem com a presidente e a comoção e confiança herdada de Néstor Kirchner. Sem contar com a oposição, que se faz pequena.

De todo modo, em 2012, uma pesquisa conduzida pela revista argentina Management & Fit atribui 42,1% de aprovação popular ao governo Kirchner, apontando mais uma queda considerável. Em 2013, 46,5% aprovou seu governo, e em 2014, apenas 25%.

Com sua reputação cada vez mais deteriorada, no mês passado, agosto de 2014, Cristina chega a associar a crise argentina com o baixo crescimento do Brasil, demonstrando fragilidade e alta dependência sobre a economia brasileira.

É fácil notar que a popularidade da Presidente cresce apenas quando o vento sopra a favor: Não se implanta políticas efetivas de longo prazo, mantém-se o setor agropecuário descontente por pagar caro e ser incapaz de comercializar em larga escala, enquanto, ironicamente, culpa seu principal parceiro comercial pela crise doméstica.


Não é, de fato, simples resolver a crise econômica atual na Argentina. Mas direcionamento e seriedade podem facilitar o processo. Ou talvez tenha sido apenas um grande depósito de confiança à pessoa errada, no momento errado.