sexta-feira, 26 de setembro de 2014

União tecnológica entre Brasil e Argentina

                                                    Radiotelescópio - ALMA

Uma parceria foi instaurada entre Brasil e Argentina para a construção de um radiotelescópio com antena paraboloide de 12 metros de diâmetro nos Andes argentinos.
Previsto para iniciar as atividades em 2017, o telescópio faz parte do projeto Llama - sigla em inglês deLong Latin American Millimetric Array é uma brincadeira com o nome na língua quíchua do mamífero ruminante encontrado na América do Sul.
Instalado a 4.825 metros de altitude, o Llama será um dos observatórios astronômicos mais altos do mundo, ao lado do Alma (Atacama Large Milimeter/Submilimeter Array), localizado no planalto de Chajnantor a 5 mil metros de altitude, no deserto do Atacama, no Chile, e do APEX (Atacama Pathfinder Experiment Telescope) - o mais alto observatório da Terra, situado a 5.100 metros de altitude, também no planalto de Chajnantor, e precursor do Alma.
O projeto é coordenado pelo professor Jacques Raymond Daniel Lépine, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e conta com a participação de pesquisadores do Instituto Argentino de Radioastronomía (IAR). A instituição argentina se encarregaria de instalação da infraestrutura (estradas, energia, internet, conexão com o centro de pesquisas e leitura de dados na cidade mais próxima, telecomunicações, entre outros) e que a instituição nacional se encarregaria da compra do equipamento (uma antena igual às recentemente instaladas no Alma que custa em torno de €$ 6,7 milhões). Como um projeto binacional cada país terá direito à metade do tempo de observação do telescópio.

O LLAMA está a cerca de 150-200 quilômetros dos radiotelescópios do Alma e do Apex (Atacama Pathfinder Experiment), e cerca de 2 mil quilômetros do Rádio Observatório de Itapetinga (localizado em Atibaia, SP), o que garante uma boa margem para o uso da interferometria.  Haverá um incremento da resolução angular com leituras em lugares distantes e todos os radiotelescópios se complementarão.

Mais de 15 linhas de pesquisa serão beneficiadas ou se tornarão possíveis com a construção do LLAMA, das quais Lépine destacou três: pesquisa de buracos negros supermassivos (imagens melhores dos horizontes desses buracos negros pelo uso de interferometria), evolução molecular em nuvens interestelares (benefícios no campo da astrobiologia, pesquisas sobre a origem da vida por compostos orgânicos complexos formados no espaço) e ainda melhores entendimentos em física solar.

Para a comunidade científica brasileira e argentina a construção do novo radiotelescópio irá trazer resultados promissores e estudos aprofundados dos grandes mistérios e questões que o universo nos impõe, sendo a partir de então possíveis descobertas com assinaturas brasileiras e ou argentinas, trazendo estima para área científica desses países e também a contribuição do estudo com a comunidade.

Referências:

COSTA, Fabíola. Brasil e Argentina assinam convênio para construção de radiotelescópio. Disponível em: < http://www.usp.br/aun/exibir.php?id=6087> Acesso em: 25.09.2014.

DELIA, Felipe. Radiotelescópio brasileiro-argentino começa a ser viabilizado. Disponível em: < http://www.usp.br/aun/exibir.php?id=5203>. Acesso em: 26.09.2014.


Radiotelescópio Llama une Brasil e Argentina na astronomia. Disponível em:< http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=telescopio-llama#.VCYd_PldX1Z>. Acesso em: 26.09.2014.

Maysa Batista Rocha - 121136-6
No ano de 2007, com 56% de popularidade e aproximadamente 45% dos votos, Cristina Kirchner se tornou a primeira presidente mulher eleita na Argentina. O alto índice de popularidade surpreendeu os empresários e eleitores nacionais, mesmo considerando a credibilidade que, de certa forma, foi apropriada do marido, Néstor Kirchner.

Passados seis meses da eleição, este surpreendente índice cai bruscamente, alcançando 20% do eleitorado argentino. O principal argumento de tamanha queda é a insatisfação da população rural e agropecuária, devido à tributação excessiva para comercialização desses produtos.

Com maior ênfase no ano de 2008, o setor agropecuário se manifesta arduamente em oposição às medidas de governo, mantendo o índice de aprovação da Presidente em baixa. O fato é que o desentendimento entre o setor agropecuário e a Presidente Kirchner se estende até a atualidade, enquanto a eleição de 2016 é ansiosamente aguardada pelos ruralistas.

Não obstante, Kirchner enfrenta rumores e pressões sociais e midiáticas a respeito da pobreza no país, que surge com aumento oscilante entre 30% e 40% em 2009 (segundo consultorias econômicas e sindicatos não alinhados com o governo, como a CTA - Central dos Trabalhadores Argentinos). Índice que obscurece e diminui ainda mais a credibilidade do seu governo.

Em 2011 aconteceriam as eleições, e não é difícil (ou evitável) relacionar as medidas como os investimentos do governo nas áreas de direitos humanos, na macroeconomia e nos direitos da criança e adolescente, atribuídas no final de 2010, a estratégias políticas eleitorais.

Entre a morte de Néstor e essas medidas, de certo modo, abrangentes, a popularidade de Cristina é elevada a 57% neste ano, garantindo a reeleição no ano seguinte com margem superior a 53% dos votos, atingindo o melhor desempenho nas eleições presidenciais da Argentina desde a redemocratização da República.

Parece que desentendimentos setoriais e índices contestáveis talvez não sejam suficientes para abalar a intimidade que os argentinos possuem com a presidente e a comoção e confiança herdada de Néstor Kirchner. Sem contar com a oposição, que se faz pequena.

De todo modo, em 2012, uma pesquisa conduzida pela revista argentina Management & Fit atribui 42,1% de aprovação popular ao governo Kirchner, apontando mais uma queda considerável. Em 2013, 46,5% aprovou seu governo, e em 2014, apenas 25%.

Com sua reputação cada vez mais deteriorada, no mês passado, agosto de 2014, Cristina chega a associar a crise argentina com o baixo crescimento do Brasil, demonstrando fragilidade e alta dependência sobre a economia brasileira.

É fácil notar que a popularidade da Presidente cresce apenas quando o vento sopra a favor: Não se implanta políticas efetivas de longo prazo, mantém-se o setor agropecuário descontente por pagar caro e ser incapaz de comercializar em larga escala, enquanto, ironicamente, culpa seu principal parceiro comercial pela crise doméstica.


Não é, de fato, simples resolver a crise econômica atual na Argentina. Mas direcionamento e seriedade podem facilitar o processo. Ou talvez tenha sido apenas um grande depósito de confiança à pessoa errada, no momento errado.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

http://www.argentina.gob.ar/   -  Site oficial do governo da Argentina - conteúdo majoritário de marketing e atualidades.


https://www.mrecic.gov.ar/ - Site oficial do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, e Culto – abrange política e comércio internacional e temas religiosos.